terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Estorias Gozadas

Um projeto meu e do Rafinha. Basicamente, são contos eróticos engraçados.
Porque falar de putaria e fazer piadas todo mundo sabe fazer.

www.estoriasgozadas.blogspot.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Heartbreak Hotel

O Rei que me perdoe, mas também estou hospedada no Heartbreak Hotel.
Um inferno astral terrível. Vontade de sair para comprar cigarros e não mais voltar.
Ele foi embora. Minha paixão platônica alimentada através de uma relação pós-biológica, como diria um amigo. Tudo bem, não era tão paixão assim. E eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele partiria. Mas não precisava ser hoje. Talvez nem este mês.
E, pensando bem, nem gosto tanto assim dele. A esposa dele deve fazer isso bem melhor que eu.

Talvez tenha me hospedado por outros motivos. Eu mesma deprecio meu coração, assim como meu fígado. E não sei qual dos dois se encontra em pior estado. O pulmão eu deixei de depreciar. O que não faz muita diferença para uma pessoa urbana.

Às vezes sinto tristeza em ter me tornado cética. A fé motiva pessoas a fazerem coisas rotineiras e sentirem prazer naquilo. Eu não tenho esta motivação. Essa tristeza passa quando lembro que, por ser cética, sempre espero menos das pessoas, bem menos. Isso gera uma decepção menor.

Minha vida não tem coesão. Nem as coisas que escrevo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Frases

Uma vez eu li que os preguiçosos preferem livros de contos. Então preguiçosos também preferem escrever frases (de preferência dos outros) a longos romances.
Não tenho muitas idéias para atualizar o blog. Ando meio desligada. Pra ser sincera não tenho idéias nem pra comentar no blog dos amigos, apesar de ler todas as atualizações.
Separei algumas boas frases (e algumas pérolas) de outras pessoas para postar aqui.
Então, lá vai.


“O gás é uma fonte de energia renovável”. (Rafael Gimenez)

“O Lenine deve ser comunista. Isso ai é da bandeira deles”. (Rafael Gimenez, sobre a música Martelo e Bigorna, do Lenine)

“Prefiro sentar ao lado de Hitler e Mussolini e ser judeu”. (ainda Rafael Gimenez, se recusando a sentar ao meu lado numa partida de Can Can)

“Se minha alma fosse um animal, queria que fosse uma galinha. Melhor que seja uma alma penada”. (PH, sobre o filme A Bússola de Ouro)

“Quente como o chão de Cuiabá”. (Diniz, em algum dia inspirado)

“Um cheiro meio agridoce...” (Ciri, sobre o cheiro do Bom Ar quando jogado num banheiro onde acabaram de defecar)

“Essas ai são jovens há um bom tempo”. (Well Max, sobre senhoras da terceira idade)

“Isso ai é uma tréplica!” (Minha sobrinha Renata, se referindo a uma cópia mal feita do Elvis)

“Ele merece trabalhar em uma multifuncional”. (Meu sobrinho Leonardo, desejando que alguém trabalhe em uma multinacional)

“Seria ótimo se pudéssemos aplacar a fome esfregando o estômago”. (Diógenes de Sínope, quando foi flagrado se masturbando em praça pública)

“Coitado do cara que achou o pensamento de Diógenes brilhante e foi cumprimentá-lo com um aperto de mão”. (Alguém do 1° Sem de Filosofia da São Camilo em 2005)


Por enquanto é só. Ia postar mais algumas coisas, sobre pessoas vazias. Pessoas vazias que costumam escrever coisas vazias em grande quantidade. Imensas atualizações de blog/twitter/status de MSN com coisas sem sentido, como a respeito da comida que está cozendo ou a posição que está na cadeira, sem ao menos criar um contexto nessas ações. Enfim, mas isso eu escrevo depois. Ou não.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Banquete

Por que o amor platônico virou pejorativo?
As pessoas não sabem o que é amar no conceito de Platão. Quem sabe? O problema é que este termo virou sinônimo de amor assexuado ou inatingível. Aliás, o próprio amor foi vulgarizado pelo tempo. “Eu te amo” se tornou lugar–comum.
Amar vai além da paixão inicial. Aquela que chega de forma arrebatadora, tira o ar e faz você não se imaginar mais sem uma pessoa que conheceu há poucos meses. E aquela euforia faz você achar seu amado a pessoa mais bela deste mundo, mesmo que ele seja um simples mortal totalmente fora dos padrões de beleza. E, se der sorte dele ser realmente belo, depois que a paixão passar ainda vai restar a atração física. Essa vai durar um pouco ainda, dependendo do prazo de validade da pessoa.
Há ainda quem se apaixone pelas idéias, pela mente, ou como dizem, pelo “interior”. Essa espécie de amor é interessante, mas amar vai além. É você saber que a pessoa tem defeitos e limitações, que ela não é a sua cara metade, sua tampa da panela e tampouco o chinelo velho para o seu pé cansado. Mas mesmo assim você continua amando com a mesma intensidade.
Amor é uma via de mão única. É gratuito, despretensioso. Tenho para mim que amar de verdade independe de querer prender a pessoa ao seu lado. É gostar tanto e querer tão bem que você é capaz de compreender o interesse dela por outro. E capaz de reconhecer suas limitações, aceitando a idéia de que outra pessoa faça seu amado feliz. E mesmo assim continuar amando Não menos do que amava e nem desejando o mal, mas amar de forma desprendida, feliz com o simples fato de que ele está feliz.
E você pode vir a conhecer alguém, viver bem e ser feliz. Porque o amor não é um sentimento de culpa. É simplesmente ele, o amor.

Grande besteira tudo isso. Típico texto de pessoa mal arranjada na vida afetiva. Afinal, todo mundo quer que o “amor” (ou as diversas derivações da palavra) seja uma vida de mão dupla. E se não for, que pelo menos seja você o causador paixão platônica e não o que vai sofrer por conta dela.

Ao som de: Já Sei Namorar - Tribalistas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Das coisas que realmente tem importância

Sabe aqueles dias que você não sabe que dia da semana é? Alguma coisa quebra a rotina e você fica em dúvida se realmente é aquele dia. Como uma quarta-feira sem futebol. Você não sabe a programação que tem na TV pra assistir.

Recebi um email logo cedo, dizendo o quanto eu sou importante para alguém. A princípio fiquei feliz, mas antes de clicar em responder pensei: Até que ponto sou importante?
Quantas vezes fui importante ou alguém foi em minha vida. E hoje, temos a mesma importância um para o outro? Sou ou “estou sendo” importante? E qual o grau de importância? E quando não houver mais necessidade, continuarei recebendo mensagens?
Ainda ontem tivemos que fazer grupos na faculdade para um trabalho de Metodologia e fiquei feliz por não ter que caçar um grupo, pelo contrário, eu tinha duas opções e escolhi aquela que tinha menos gente, para o professor não encher o saco. Conclusão: o outro grupo me chamou de vendida, traidora, Denílson, entre outras coisas.
Agora eu me pergunto: Eles me escolheram por ser uma pessoa agradável ou porque tenho facilidade em assimilar a matéria daquele professor? Será que vão me escolher da mesma forma em um trabalho que exija cálculos?
No começo do ano passei em um concurso público e comuniquei ao meu chefe, que me fez uma contra-proposta melhor, afinal o cargo não era efetivo. Aceitei a proposta dele. Hoje eu penso: E quando ele achar mão de obra mais barata, que tenha o mesmo multifuncionalismo? Será que neste dia eu ainda serei indispensável?
Pensei em tudo isso antes de responder o email e achei melhor não responder. Daqui alguns dias não terá tanta importância assim. Shift+Del.